De que maneira o isolamento social pode afetar os transtornos alimentares?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza transtornos alimentares como uma perturbação persistente na alimentação que pode ser gerada por razões genéticas, psicológicas ou sociais, podendo sofrer agravamentos em períodos como o isolamento social em que vivemos atualmente. Em nosso país, segundo a OMS quase 5% da população sofre com algum tipo de transtorno alimentar, com maior incidência entre mulheres de 14 a 18 anos.

Não se pode afirmar exatamente qual será o impacto deste período nos pacientes com esta condição, porém especialistas da Nutrologia — como o Dr. Marcos Santinello — Psiquiatria, Psicologia e Medicina em geral supõem que alguns fatores — como a preocupação com o ganho de peso, um maior tempo em redes sociais, a falta de exercício físico, problemas com a regulação emocional e entre outros — podem desencadear ou até mesmo piorar transtornos alimentares.

Em momentos de insegurança como este, quem costuma se alimentar de maneira inflexível e rígida pode simplesmente regredir em seus hábitos alimentares, e quem costuma ser compulsivo pode ter esse quadro agravado.

A má nutrição em tempos de isolamento social já é uma preocupação, e ela deve ser maior ainda quando se trata de pacientes com transtornos alimentares. É necessário realizar um tratamento e acompanhamento multiprofissional, que conta com um psiquiatra, psicólogo, nutricionista e nutrólogo, a fim de aplicar uma psicoeducação, psicoterapia, educação e experimentação alimentar — com base em conceitos de alimentação saudável,  tipos, funções e fontes dos nutrientes, recomendações nutricionais, etc. — e talvez até o uso de medicação.

Por: Clínica Santinello

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