RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E CÂNCER

RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E CÂNCER

A obesidade é tanto um fator de risco para câncer, como um fator que pode piorar o prognóstico. Essa relação vem sendo analisada há algum tempo. Em estudos experimentais, foi observado que animais gordos são mais propensos a desenvolver câncer do que animais magros. Além disso, ficou constatado que os tumores crescem mais rapidamente e são mais resistentes ao tratamento em animais obesos.

Estatísticas demonstram que pessoas com sobrepeso e obesas apresentam maior incidência de câncer, de uma forma mais agressiva, e que morrem mais frequentemente do que pessoas com menos gordura corporal.

Mecanismos celulares que ligam as duas doenças mostram que o tecido adiposo pode comportar-se como um órgão endócrino que produz hormônios, fatores de crescimento e citocinas que podem perturbar a regulação do desenvolvimento celular, induzindo o aparecimento de células malignas. Isso mostra a relação muito próxima entre câncer e inflamação – a inflamação crônica, um mediador bem conhecido do câncer, é uma característica central da obesidade.

Os tipos de câncer mais relacionados à obesidade são: de mama, colorretal, de pulmão, de endométrio, de fígado, de rim, de esôfago, de estômago, de pâncreas e a leucemia. Nesses cânceres é nítida a relação entre a obesidade e uma menor efetividade do tratamento, induzindo maior mortalidade.

Outros fatores também estão envolvidos com a carcinogêneses, como tabaco, tipo de profissão, ingestão de álcool, poluição e dieta, sendo os aditivos alimentares um dos mais importantes. Dentre os alimentos apontados como carcinogênicos estão as gorduras animais e carnes vermelhas, porem essa última deve ter seu consumo redução e não retirada da dieta do indivíduo, devido seu importante valor protéico e nutricional.

As sociedades de estudos sobre câncer, World Cancer Research Fund/American e Institute for Cancer Research [WCRF/AICR], trazem como fatores protetores de carcinogênese limitar o consumo de gorduras saturadas e trans a menos de 30% do valor energético total da dieta; manter IMC entre 21 e 23; praticar exercícios pelo menos 30 minutos por dia e ponderar o consumo de alimentos com alto valor energético.

Dietas ricas em fibras, peixes, frutas e verduras têm sido encorajadas por sua ação benéfica na proteção contra o câncer, lembrando que este não é o único fator envolvido.

 

ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS DO PACIENTE NO DIAGNÓSTIDO DO CÂNCER

 

O diagnóstico de neoplasia causa um forte impacto nos pacientes, tanto físico quanto emocional. Por mais que a maioria deles não apresente patologia avançada, acabam por desenvolver quadros de desnutrição associados à anorexia e recusa alimentar, que aceleram quadro negativo.

Em alguns casos, a investigação na perda rápida de pessoa leva ao diagnóstico da neoplasia. Uma dieta rica em gordura saturada, embutidos, carne vermelha e baixa ingestão de fibras aumenta muito o risco de câncer de intestino. Desta forma, a orientação de aumento do consumo de fibras e redução da ingestão de gordura saturada deve ser rotina em nossos consultórios.

A importância da nutrologia durante o tratamento vai desde simples orientações como fracionamento da refeição, ao uso de suplementos específicos imunomoduladores.  O uso de sonda enteral ou ostomias para garantir adequada oferta calórica e proteica de forma transitória ou em alguns casos de forma definitiva [principalmente nas cirurgias oncológicas de cabeça e pescoço]. Nos casos graves e com impossibilidade de uso do trato intestinal, a nutrição parenteral é a indicada.

A abordagem do paciente oncológico pelo nutrólogo pode prevenir a atenuar as consequências deletérias da desnutrição, melhorando a sua qualidade de vida. Deve-se avaliar, caso a caso, a indicação das terapêuticas.

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