Atividade Física para Envelhecer com Saúde

Atividade Física para Envelhecer com Saúde

“Desejamos muito viver mais, mas não queremos nem pensar em envelhecer”

Quando devemos nos preocupar com os efeitos do envelhecimento?

Quanto mais cedo melhor.  A qualquer momento apos os 30 (eu disse trinta) anos de idade

 

A curto prazo, a prevenção das doenças, a assistência de saúde e o tratamento mais efetivo de certas doenças relacionadas a idade, como cardiopatia e osteoporose, ajudam as pessoas a viver por mais tempo.

As conquistas esperadas nas terapias genéticas poderão tornar mais lento o envelhecimento das células.  Combatendo o dano celular resultante  de:

  1. mutações acumuladas no DNA mitocondrial, produzidas talvez por lesão ou deterioração devida ao estresse oxidativo e/ou
  2. alterações genéticas que retardam a síntese de telomerase, a enzima que protege os telômeros nas extremidades dos cromossomos, para que as células possam continuar se dividindo de maneira apropriada.

Alterações comportamentais tomam cada vez mais espaço no enfoque do envelhecimento no mundo leigo, tanto quanto no mundo científico como tornar-se mais ativo fisicamente, deixar de fumar, controlar peso corporal e a pressão arterial dão corpo a Nova Gerontologia.

Os Novos Gerontólogos alegam que a pesquisa sobre o envelhecimento deveria enfocar não apenas o prolongamento da expectativa de vida mas também o aprimoramento da “amplitude de saúde”, o número total de anos em que uma pessoa permanece em excelente saúde.

Os pesquisadores encaram agora que grande da deterioração fisiológica considerada previamente como “envelhecimento normal” como dependendo do estilo de vida e das influências ambientas sujeitas a uma modificação significativa com dieta e exercícios apropriados.

 

A tendência na avaliação da aptidão física durante os últimos 25 anos deixa de enfatizar os testes que realçam o desempenho motor e a aptidão atlética (velocidade, potência, equilíbrio e agilidade).  A avaliação atual enfoca as capacidades funcionais relacionadas à boa saúde global e a prevenção de doenças.

Atividade física relacionada à saúde:

  1. aptidão aeróbica e/ou cardiovascular
  2. composição corporal
  3. endurance dos músculos abdominais
  4. flexibilidade da região lombossacra e da musculatura posterior da coxa.

 

As medidas fisiológicas e relacionadas ao desempenho melhoram rapidamente durante a infância e alcançam um máximo entre o final da adolescência e os 30 anos de idade.  A capacidade funcional declina a partir daí variando em qualquer idade dependendo do estilo de vida.

A capacidade aeróbica entre as pessoas fisicamente ativas é, em média, 25% mais alta que aquela das pessoas sedentárias em cada categoria etária, de forma que alguém com 50 anos de idade mantém com freqüência o nível funcional de uma pessoa de 20 anos de idade.

 

Redução da Massa Muscular

A remodelagem das unidades motoras é um processo contínuo normal que envolve o reparo e a reconstrução da placa motora terminal, que se deteriora gradualmente na idade avançada resultando em atrofia muscular por desnervação, uma degeneração irreversível das fibras musculares (particularmente fibras tipo II) e das estruturas da placa terminal.   Isto reduz progressivamente o corte transversal e a massa do músculo (sarcopenia).

Uma redução de 40 a 50% na massa muscular em virtude da atrofia das fibras musculares e da perda real de unidades motoras entre 25 e 80 anos de idade constitui a causa primária de força reduzida, até mesmo entre homens e mulheres sadios e fisicamente ativos.

A sarcopenia e a perda de força observada com o envelhecimento refletem os efeitos combinados da deterioração neuromotora progressiva e da redução crônica na sobrecarga muscular regular.

O treinamento com resistência moderada proporciona uma maneira extremamente segura de aumentar a síntese e a retenção de proteínas e torna mais lenta a perda “normal” e até certo ponto inevitável de massa e força musculares que ocorre com o envelhecimento.

 

Os indivíduos mais velhos possuem uma plasticidade impressionante nas características fisiológicas, estruturais e relacionadas ao desempenho.  O músculo responde ao treinamento vigoroso com um aprimoramento acentuado e rápido até a nona década da vida.

Os mecanismos que explicam a resposta das pessoas de meia-idade e idosas respondem ao treinamento incluem os aprimoramentos no recrutamento das unidades motoras e nos padrões de inervação assim com a hipertrofia muscular.

 

Função Neural

Declínio de quase 40% no número de axônio medulares e um declínio de 10% na velocidade de condução nervosa refletem os efeitos cumulativos do envelhecimento sobre a função do SNC.

Um estilo de vida fisicamente ativo afeta de maneira positiva as funções neuromusculares em qualquer idade

A função endócrina, particularmente da hipófise, pâncreas, supra-renal e tireóide, modifica com a idade.  Cerca de 40% dos indivíduos de 65 a 75 anos de idade e de 50% daqueles com mais de 80 exibem um tolerância à glicose deteriorada que resulta em diabetes tipo 2 por:

  • menor efeito da insulina sobre os tecidos periféricos (resistência a insulina)
  • Produção insuficiente de insulina pelo pâncreas para controlar o açúcar no sangue

 

A maior prevalência, com exceção a predisposição genética, está associada a qualidade da dieta, atividade física inadequada, maior gordura corporal principalmente visceral.

Disfunção tireóidea por menor liberação de TSH e tiroxina piorando metabolismo da glicose e na síntese protéica.

 

Menopausa e Andropausa

Além dos hormônio sexuais específicos notamos também o o declínio longo e progressivo do DHEA após os 30 anos de idade.  Aos 75 anos a quantidade existente é só 20 a 30% do adulto jovem.  Especula-se a possibilidade do DHEA funcionar como marcador biológico de envelhecimento e da suscetibilidade de doenças.

A pesquisa feita com animais sugere que DHEA exógena protege contra o câncer, a aterosclerose, as infecções virais, a obesidade e o diabetes aprimorando a imunidade e prolongando a vida.

 

Hormônio do Crescimento

A amplitude média dos pulsos, a duração e a fração do GH secretado diminuem gradualmente com o passar dos anos – somatopausa.

A terapia de reposição hormonal, a suplementação nutricional e a atividade física regular podem ter sucesso em retardar ou prevenir aspectos da disfunção hormonal relacionada ao envelhecimento.

 

Função Pulmonar

As limitações mecânicas impostas ao sistema pulmonar progridem com a idade e causam deterioração nas medidas da função pulmonar estática e dinâmica.

Homens idosos com treinamento aeróbio aprimora cinética da permuta gasosa aproximando-se dos adultos jovens.

O exercício regular retarda o declínio da função pulmonar associado ao envelhecimento.

 

Função Cardiovascular

Para a maioria dos indivíduos, o exercício aeróbio regular não consegue interromper o declínio na capacidade aeróbica observado com o envelhecimento, mas os homens e as mulheres mais velhos fisicamente ativos mantêm uma capacidade aeróbica mais alta que seus congêneres sedentários.

 

Freqüência Cardíaca

Ocorre um declínio na freqüência cardíaca do exercício máximo.

Fcmáx = 220 – idade (anos)

Fcmáx = 208 – 0,7 x idade (anos)

 

Composição Corporal

Ao 18 anos de idade, homens e mulheres ganham progressivamente gordura corporal até sua quinta ou sexta década. Após os 60 anos, a massa (peso) corporal total diminui apesar do aumento na gordura corporal.  Isso resulta em parte de uma taxa de morte desproporcionalmente maior entre as pessoas obesas no grupo etário mais idoso, o que faz com que sobre um menor número desses indivíduos para serem medidos.

Atletas de endurance continuaram treinando por 20 anos após os 50 anos de idade e apesar de manterem seus pesos inalterados mostraram uma diminuição da massa magra e aumento do percentual de gordura corporal principalmente na circunferência da cintura, mas foi pelo menos 20% menor do que a dos não-atletas.

Aqueles que treinam regularmente com exercício de resistência por muitos anos costumam ter aumento de Massa magra e redução da gordura corporal.

 

Massa Óssea

A osteoporose representa um problema significativo relacionado ao envelhecimento principalmente nas mulheres pós menopausa..  A massa óssea pode sofrer diminuição de 30 a 50% nas pessoas com mais de 60 anos de idade.

O exercício regular com sustentação do peso corporal e o exercício de resistência não retardam apenas a perda óssea, mas, com freqüência aumentam a massa óssea em homens e mulheres idosos.

 

Treinabilidade e Idade

O treinamento com exercício aprimora as respostas fisiológicas em qualquer idade.  Vários fatores afetam a magnitude da modificação, incluindo estado inicial de aptidão, genética e o tipo específico de treinamento.

Exercício, Saúde e Longevidade

A participação atlética na condição de adulto jovem NÃO garante uma boa saúde e a longevidade nas fases subseqüentes da vida.  Entretanto, a manutenção de níveis mais altos de atividade física e de aptidão durante a vida inteira proporcionam benefícios significativos em termos de saúde e longevidade.

A aptidão física é um fator de risco mais poderoso que a pressão arterial alta, o colesterol alto, a obesidade e a história familiar.

Um trabalho com alunos de Harvard por décadas mostrou que a expectativa de vida aumentava sistematicamente desde um dispêndio de 500 kcal a 3500kcal equivalendo a 6 a 8 horas de exercícios extenuantes por semana.  Posteriormente avaliaram que quem se exercitava com uma intensidade ainda maior tinha uma maior longevidade.

 

TREINAMENTO NEURO-MUSCULAR NO IDOSO

A atividade física no idoso deve ser prescrita por profissional habilitado, após serem feitas todas as avaliações clínicas e laboratoriais.

  • Avaliar Histórico e limitações
  • Realizar exames clínicos
  • Realizar exames laboratoriais
  • Verificar aptidões e desejos
  • Realizar avaliação física:
    • Avaliar consumo de oxigênio
    • Força muscular
    • Elasticidade

Atividade aeróbica:

A atividade física deve ter um período de adaptação de pelo menos 2 a 3 semanas, sempre acompanhada por um profissional, levando-se sempre em conta as limitações do paciente e sempre com um monitor de freqüência cardíaca (“frequencímetro”)

  • Adaptação: 2 a 3 vezes por semana, durante 20 minutos, 2 a 3 semana com 60 a 70% da FCmáx
  • 1 mês: 3 vezes por semana, 30 minutos, com 60 a 70% Fcmáx
  • 2º mês: 3 a 4 vezes por semana 30 a 40 min com 60 a 70 % Fcmáx
  • 3º mês: 3 a 4 vezes por semana 40 min, com 10 min a 60 – 70%, após 1 min com 80% e 3 min a 60%,alternando por 20 min acabar a atividade com 10 min a 60 – 70% FCmáx

Realizar novo ergoespirométrico.

 

Exercício Anaeróbico com Resistência (musculação)

A adesão a programa de exercício com peso diminui com a idade e tem pior aceitabilidade na mulher.

O exercício anaeróbico de força no idoso deve ser dividido em:

Quantidade, Duração e Intensidade

Deve-se fazer avaliação de carga máxima (1-RM) de 6 em 6 semanas.

Adaptação (2 semanas):

  • 1 a 3 séries de 8 a 15 repetições
  • 5 tipos de exercícios
  • 50% de 1-RM

Treinamento:

  • aquecimento:
    • bicicleta ergométrica por 10 a 15 min
    • Alongamento estático
  • Treino:
    • 3 séries
    • 8 a 12 repetições
    • 5 exercícios (60 a 80% de 1RM)
    • interséries com 60 a 120 segundos de descanso

Técnica respiratória – não realizar manobra de Valsalva

Iniciar por:

  • grandes grupos musculares
  • multiarticular depois poucas articulações

Menor intensidade inicial – progressão lenta

Melhor utilizar equipamentos que peso livre.Considerações específicas:

  • aprendizagem
  • técnicas respiratórias
  • treinar em duplas
  • amplitude articular
  • postura corporal
  • auto-monitoramento

NUTRIÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO

NUTRIÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO

Uma dieta ótima requer nutrientes em quantidades suficientes para a manutenção, o reparo e o crescimento dos tecidos sem uma ingesta energética excessiva.

Proteína:

Para indivíduos comuns 0,8 g/kg de massa corporal

Para atletas de 1,2 a 1,8g/kg de massa corporal

Lipídeos:

Não ultrapassar 30% do conteúdo energético da dieta sendo 70% de gorduras insaturadas

Carboidratos:

Devem corresponder a 55 na 60% do valor calórico da dieta.

 

A Importância do Carboidrato:

As reservas de glicogênio são limitadas tornando necessária a alta ingesta de carboidratos pelos indivíduos fisicamente ativos.

Devem predominar amidos de cereais não processados ricos em fibras, frutas e vegetais.

Indivíduos que vão se submeter a treinos árduos devem consumir 10g de carboidratos por kg de massa corporal diariamente para induzir a preservação de proteínas e manter reservas de glicogênio.

Apesar do glicogênio hepático ser reabastecido com um ritmo mais rápido, terão que transcorrer pelo menos 20 horas para a restauração plena do glicogênio muscular após uma sessão de exercícios exaustivos.

 

REFEIÇÃO PRÉ-COMPETIÇÃO

A refeição pré-competição proporciona uma quantidade adequada de energia proveniente dos carboidratos e garante uma hidratação ótima.

Levar em consideração:

  • preferência alimentar do atleta
  • ambiente psicológico da competição
  • digestibilidade dos alimentos.

O estresse e a tensão aumentados que acompanham a competição reduzem muito o fluxo sanguíneo para o trato digestivo, acarretando uma absorção intestinal mais lenta.

Um período de 3 horas antes, com uma refeição rica em carboidratos, é suficiente para que ocorra a digestão e absorção.

Desejo do atleta X necessidades do atleta

A refeição pré competição ideal maximiza o armazenamento muscular e hepático de glicogênio e proporciona a glicose para a absorção intestinal durante o exercício.

A refeição deve conter:

  • 150 a 300 g de CHO (3 a 5 g por kg de massa corporal na forma sólida ou líquida
  • ser consumida 3 horas antes do exercício

 

Os benefícios de uma alimentação pré-competição apropriada serão observados somente se o atleta adota uma dieta nutricionalmente saudável durante todo o período de treinamento.   As refeições pré exercício não conseguem corrigir as deficiências nutricionais existentes, nem uma ingestão inadequada de nutrientes durante semanas que precedem a competição.

Os atletas de endurance podem aumentar o armazenamento de glicogênio antes da competição juntamente com modificações específicas no exercício / dieta utilizando técnicas de “sobrecarga de carboidratos”.

A suplementação com carboidratos melhora o desempenho de exercícios que tem séries supermáximas e repetitivas de 1 a 5 minutos  entremeadas com curtos intervalos de repouso como o futebol, hóquei, Handebol e o tênis. Que reduzem drasticamente as reservas hepáticas e musculares de glicogênio.

 

DURANTE O EXERCÍCIO

O consumo e 60 g de CHO na forma líquida ou sólida a cada hora durante o exercício beneficia o exercício aeróbio de alta intensidade e longa duração (maior que 1 hora) e as séries curtas e repetitivas de esforço submáximo.

Os CHO suplementares durante o exercício intermitente e prolongado até o surgimento da fadiga facilitam também o desempenho nas manobras que exigem habilidade, tais como uma melhor qualidade das batidas durante os estágios finais de uma longa partida de tênis.

As refeições com CHO durante o exercício aeróbio prolongado de alta intensidade servem  para conservar o conteúdo muscular de glicogênio para utilização a medida que o exercício prossegue e que os níveis  musculares de glicogênio são depletados, ou desempenham essas duas finalidades.

O resultado final é:

  • melhor endurance para um alto ritmo estável ou durante o exercício intermitente e intenso
  • maior capacidade nas provas de velocidade no final do esforço físico prolongado. Em uma corrida de maratona, um esforço sustentado com alta produção de energia e uma aceleração final até o encerramento da competição costumam determinar quem será o vencedor.

 

NA RECUPERAÇÃO

Nem todos os CHO são digeridos e absorvidos com a mesma velocidade.  Os pesquisadores elaboraram um índice com base na fisiologia para determinar indiretamente as velocidades de absorção dos carboidratos.

O Índice Glicêmico proporciona uma medida relativa do aumento na concentração sanguínea de glicose nas duas horas após a ingestão de um alimento contendo 50g de carboidratos, em comparação com um “padrão” para carboidrato (habitualmente a glicose ou o pão branco) ao qual é atribuído o valor 100.

Curiosamente a taxação do índice glicêmico de um alimento não depende apenas de seus grupamentos com CHO simples ou CHO complexos (amido e fibras), pois o amido vegetal no arroz branco e nas batatas possuem índice mais alto que os açúcares simples nas maças e nos pêssegos.

O conteúdo de fibras de um alimento torna a digestão mais lenta, muitos vegetais possuem um índice glicêmico baixo, como ervilhas, feijões e outros legumes.

Um alimento com índice glicêmico moderado a alto oferece mais benefícios que um outro classificado como baixo para o reabastecimento rápido dos CHO após um exercício prolongado.

Os lipídeos e as proteínas da dieta tornam mais lenta a passagem do alimento através do intestino.  Isso reduz o índice glicêmico do conteúdo em CHO de determinada refeição.  Assim sendo, convém limitar esses alimentos para aprimorar o reabastecimento de CHO durante o período de recuperação.

O consumo de alimento ricos em carboidratos e com um alto índice glicêmico logo que possível após num treinamento árduo ou uma competição acelera o reabastecimento do glicogênio.

 

Índice Glicêmico e as Refeições Pré exercício

A refeição ideal imediatamente antes de exercitar-se deveria proporcionar uma fonte de carboidratos capaz de preservar glicose sanguínea e o metabolismo muscular ao mesmo tempo em que minimiza qualquer aumento na liberação de insulina.

Teoricamente, a manutenção de um nível plasmático relativamente normal de insulina deveria preservar a disponibilidade de glicose sanguínea, aprimorar a mobilização e o catabolismo das gorduras e, ao mesmo tempo, poupar as reservas hepáticas e musculares de glicogênio.

RADICAIS LIVRES E ATIVIDADE FÍSICA

RADICAIS LIVRES E ATIVIDADE FÍSICA

Características genéticas e treino são os principais fatores no sucesso do atleta, mas quando a diferença se faz em milésimos de segundos todos os fatores que possam se somar para incrementar o desempenho, melhorar o tempo de recuperação do exercício, reduzir a fadiga e diminuir a incidência de lesões devem ser utilizados permitindo que o atleta treine um maior número de horas.

A nutrição bem equilibrada pode permitir a melhora dos depósitos de energia para as competições melhorando tanto velocidade quanto resistência.

EXERCÍCIO RADICAIS LIVRES E ANTIOXIDANTES

Os efeitos benéficos da atividade física são bem conhecidos, porém a possibilidade de efeitos negativos foi enfatizada apenas recentemente.  Os efeitos negativos potenciais podem ocorrer porque o metabolismo aeróbico no exercício faz aumentar a produção de Radicais livres.

Os opositores a agressão pelos radicais livres afirmam que a produção de radicais livres aumenta, mas as defesas antioxidantes normais naturalmente se regulam com o hábito do treinamento.

Na nossa prática diária o aumento de produção de radicais livres e consequente oxidação celular pioram com as fases de treinamento (Base 1, 2, Específico, específico puro, Polimento) que não são estáticas e sim dinâmicas com macro e microciclo de treinos e os que melhor se adaptam ou melhor controlam os radicais livres tem evolução mais regular e objetivos conquistados.

O exercício está associado a um grande aumento no consumo de oxigênio, onde a maior parte desse incremento de utilização deste oxigênio esta sendo feita pelos músculos que realizam trabalho.

Durante o exercício, o fluxo sanguíneo é derivado de muitos órgãos e tecidos para outros.    O músculo esquelético, cardíaco e pulmões recebem um aumento de fluxo, enquanto outros sofrem isquemia como intestino, baço e rins e ao encerramento da atividade a circulação é restabelecida (reoxigenação) levando a conhecida produção de Radicais Livres que ocorre durante a isquemia-reperfusão.

Através de um controle mais eficaz do treinamento desportivo acompanhado de uma suplementação dietética com quantidades equilibradas de vitaminas, micronutrientes e outros antioxidantes poderemos melhorar a performance do atleta assim como alongar o seu tempo de vida esportiva através da prevenção de moléstias advindas.    Estas recomendações poderiam também se estender a população em geral, ou seja, talvez através da prescrição de exercício ótimo associado a uma dieta equilibrada de micronutrientes, pudéssemos no futuro elevar o potencial de intervalo de vida médio e quem sabe elevar até mesmo o potencial máximo de intervalo de vida da espécie humana ao invés de treinar em uma atmosfera rica de poluentes associado a altas doses de radiação UV solar;  esperamos ainda que recentes avanços no campo da bioquímica dos RL deverão motivar muitos cientistas da comunidade das ciências do esporte para desvendar intrigantes enigmas neste campo.”

Entenda como a Desidratação piora sua performance

HIDRATAÇÃO

Equilíbrio Térmico

Durante o dia, em todos os tipos de atividade (do repouso à corrida) e de condições ambientais, o corpo regula-se constantemente de forma a manter uma temperatura corporal segura e constante.  A produção de energia no corpo resulta em liberação de calor e para manter a temperatura interna constante esse calor deverá ser liberado.

Permuta de Calor: O corpo ganha e perde calor por convecção, condução, radiação e evaporação.

Evaporação é o termo aplicado quando um líquido é transformado em vapor ou gás.  O mecanismo primário da perda de calor durante o exercício é por evaporação do suor a partir da superfície da pele.

Ao evaporar o suor resfriamos o corpo, ms se o suor não puder evaporar e apenas pingar no chão, não haverá qualquer esfriamento do corpo.

Para cada grama de suor evaporado, o corpo pode perder cerca de 0,580 kcal de calor  (ou 1 L de suor evaporado = 580kcal)

 

REPOUSO EXERCÍCIO
Condução

Convecção

20% 15%
Irradiação 60% 5%
Evaporação 20% 80%

 

Regulação Da Temperatura

A função do sistema termorregulador, localizado no hipotálamo,  consiste em manter uma temperatura corporal interna relativamente constante.  Em repouso e durante a realização de um exercício, o sistema lata para manter a temperatura em 37°C.

A ingestão de líquidos antes e durante o exercício atenua os efeitos deletérios da desidratação sobre a dinâmica cardiovascular, a regulação da temperatura e o desempenho nos exercícios.   O acréscimo de carboidratos na solução de reidratação oral proporciona energia adicional proveniente da glicose para o exercício quando são depletadas as reservas corporais de glicogênio.  A determinação da mistura ótima de líquidos / carboidratos e do volume torna-se importante quando o objetivo consiste em minimizar a fadiga, prevenindo ao mesmo tempo a desidratação.  A preocupação de concentra nas observações duplas de que a ingestão de um grande volume de líquidos pode dificultar a captação de carboidratos, enquanto uma solução concentrada de açúcar pode dificultar a reposição hídrica.

O ritmo de esvaziamento gástrico afeta profundamente a absorção de líquidos e nutrientes pelo intestino delgado.

Esvaziamento gástrico:  18 ml / min com água, portanto repor 180 ml a cada 10 minutos.

Observa-se pouco efeito negativo do exercício sobre o esvaziamento gástrico até uma intensidade de aproximadamente 75% do máximo, após o que o ritmo de esvaziamento de torna mais lento.  O volume gástrico influencia grandemente o esvaziamento gástrico, com seu ritmo diminuído exponencialmente a medida que diminui o volume líquido.   Um fator importante que permite acelerar o esvaziamento gástrico consiste em manter um volume líquido relativamente alto no estômago.

 

Influência da concentração de carboidratos na hidratação:

Se o líquido tiver uma concentração de 15% (15g/100 ml de água)no piloro  ocorre liberação de enterogastrona e diminui esvaziamento gástrico   tornando a absorção intestinal lenta e levando a hidratação inadequada.

A concentração ideal fica entre 6 a 8% de carboidrato.  Tornando o esvaziamento tão rápido quanto a água.

Os efeitos negativos das moléculas concentradas de açúcar sobre o esvaziamento gástrico são reduzidos se a bebida contém um polímero da glicose em vez açúcares simples, pois reduzem o número de partículas na solução facilitando o movimento da água para o estômago para que ocorra a absorção.

O acréscimo de quantidades moderadas de sódio (o íon mais abundante no espaço extracelular) ao líquido ingerido afeta talvez minimamente a absorção de glicose ou a contribuição da glicose ingerida para o rendimento energético total no exercício prolongado.

 

DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES

  • O limiar de sudorese é mais alto na mulher (demora mais para começar a suar).
  • A densidade das glândulas sudoríparas ativadas pelo calor é maior nas mulheres – a mulher tem mais glândulas sudoríparas por cm2
  • As flutuações hormonais relacionadas ao ciclo alteram o set-point para sudorese

 

QUEDA DA PERFORMANCE

 

DESIDRATAÇÃO

 

HIPOGLICEMIA                                     HIPERTERMIA

HIPONATREMIA

 

Conseqüências da Desidratação:

  • Diminuição da volemia
  • Diminuição do volume sistólico
  • Diminuição da pressão arterial sistólica
  • Aumento da freqüência cardíaca
  • Falha do sistema de controle térmico
  • Aumento da temperatura central
  • Queda da performance física.

 

DESIDRATAÇÃO

Pesar antes e depois da atividade física

Desidratação:

LEVE:                    perda de 3% do peso corporal

MODERADA:          4 a 5 % do peso corporal

GRAVE:                 acima de 6 %

Com 5% de perda do peso corporal o rendimento cai 30 %

 

Estratégia de hidratação

  • Pré Hidratação: 600 a 800 ml até 2 horas pré atividade
  • Hidratação: 200 a 300 ml a cada 20 minutos durante a atividade física
  • Hidratação pós atividade física: repor o correspondente a 150% do peso corpóreo perdido (até 6 horas pós evento).

RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E CÂNCER

RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E CÂNCER

A obesidade é tanto um fator de risco para câncer, como um fator que pode piorar o prognóstico. Essa relação vem sendo analisada há algum tempo. Em estudos experimentais, foi observado que animais gordos são mais propensos a desenvolver câncer do que animais magros. Além disso, ficou constatado que os tumores crescem mais rapidamente e são mais resistentes ao tratamento em animais obesos.

Estatísticas demonstram que pessoas com sobrepeso e obesas apresentam maior incidência de câncer, de uma forma mais agressiva, e que morrem mais frequentemente do que pessoas com menos gordura corporal.

Mecanismos celulares que ligam as duas doenças mostram que o tecido adiposo pode comportar-se como um órgão endócrino que produz hormônios, fatores de crescimento e citocinas que podem perturbar a regulação do desenvolvimento celular, induzindo o aparecimento de células malignas. Isso mostra a relação muito próxima entre câncer e inflamação – a inflamação crônica, um mediador bem conhecido do câncer, é uma característica central da obesidade.

Os tipos de câncer mais relacionados à obesidade são: de mama, colorretal, de pulmão, de endométrio, de fígado, de rim, de esôfago, de estômago, de pâncreas e a leucemia. Nesses cânceres é nítida a relação entre a obesidade e uma menor efetividade do tratamento, induzindo maior mortalidade.

Outros fatores também estão envolvidos com a carcinogêneses, como tabaco, tipo de profissão, ingestão de álcool, poluição e dieta, sendo os aditivos alimentares um dos mais importantes. Dentre os alimentos apontados como carcinogênicos estão as gorduras animais e carnes vermelhas, porem essa última deve ter seu consumo redução e não retirada da dieta do indivíduo, devido seu importante valor protéico e nutricional.

As sociedades de estudos sobre câncer, World Cancer Research Fund/American e Institute for Cancer Research [WCRF/AICR], trazem como fatores protetores de carcinogênese limitar o consumo de gorduras saturadas e trans a menos de 30% do valor energético total da dieta; manter IMC entre 21 e 23; praticar exercícios pelo menos 30 minutos por dia e ponderar o consumo de alimentos com alto valor energético.

Dietas ricas em fibras, peixes, frutas e verduras têm sido encorajadas por sua ação benéfica na proteção contra o câncer, lembrando que este não é o único fator envolvido.

 

ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS DO PACIENTE NO DIAGNÓSTIDO DO CÂNCER

 

O diagnóstico de neoplasia causa um forte impacto nos pacientes, tanto físico quanto emocional. Por mais que a maioria deles não apresente patologia avançada, acabam por desenvolver quadros de desnutrição associados à anorexia e recusa alimentar, que aceleram quadro negativo.

Em alguns casos, a investigação na perda rápida de pessoa leva ao diagnóstico da neoplasia. Uma dieta rica em gordura saturada, embutidos, carne vermelha e baixa ingestão de fibras aumenta muito o risco de câncer de intestino. Desta forma, a orientação de aumento do consumo de fibras e redução da ingestão de gordura saturada deve ser rotina em nossos consultórios.

A importância da nutrologia durante o tratamento vai desde simples orientações como fracionamento da refeição, ao uso de suplementos específicos imunomoduladores.  O uso de sonda enteral ou ostomias para garantir adequada oferta calórica e proteica de forma transitória ou em alguns casos de forma definitiva [principalmente nas cirurgias oncológicas de cabeça e pescoço]. Nos casos graves e com impossibilidade de uso do trato intestinal, a nutrição parenteral é a indicada.

A abordagem do paciente oncológico pelo nutrólogo pode prevenir a atenuar as consequências deletérias da desnutrição, melhorando a sua qualidade de vida. Deve-se avaliar, caso a caso, a indicação das terapêuticas.

TREINAMENTO – Para condicionamento e emagrecimento

TREINAMENTO – Para condicionamento e emagrecimento

 

Você é do tipo de pessoa que quando tem vontade de fazer um exercício fica bem quietinha até a vontade passar?

Então…..  em algum momento você vai precisar da atividade física para tratar uma doença, ou pior ainda, não vai poder fazer nada e ficar só em uma cama.

 

Talvez a atividade física que você realizou não foi a melhor, em matéria de resultado (emagrecimento – condicionamento).

 

Temos alguns exames que tentam predizer qual atividade é melhor para cada individuo como biopsia muscular, avaliação genética, ou podemos utilizar o método mais barato e objetivo, avaliação treinos e resultado, relacionando-o com tipo físico.

Existem diversos modelos de treinamento como:

  • aeróbico com caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, aulas coreografadas etc
  • anaeróbico com musculação (com peso livre, com equipamentos, em aulas coreografadas), funcionais, lutas, escada, saltos pliométricos etc
  • atividades de suporte como Pilates, Ioga etc

 

As vezes o mais gostoso não é o mais eficaz, mas se o teu prazer é jogar tênis ou fazer uma aula de Pilates, temos que complementar com atividades que melhorem seu condicionamento ou sua “queima” para que você atinja seu objetivo e mantenha seu prazer.

A medicina do esporte pode te ajudar neste sentido.  Sendo parte de um tratamento, que associado a uma dieta com o carboidrato na hora certa (nutrologia), com os suplementos adequados a sua necessidade e principalmente a sua possibilidade de usá-los, te levará ao encontro de seu objetivo.

Procure um Medico especializado em Nutrologia e Medicina Esportiva e tenha os melhores resultados.

Salgado de brócolis com frango

Salgado de brócolis com frango


Ingredientes:

  1. 1 brócolis cozido
  2. 300g de peite de frango grelhado
  3. 2 colheres de sopa de creme de ricota
  4. ½ cebola picada
  5. 1 ovo
  6. 2 colheres de sopa de gergelim
  7. 1/2 xícara de cubos de queijo meia cura {ou outro de sua preferência}

Temperos a gosto {usei chimichurri}

Modo de Preparo:

Processe o brócolis cozido, o peito de frango grelhado e os demais ingredientes {exceto o ovo e o gergelim} até formar uma massa homogênea. Faça bolinhas com essa massa, coloque o cubos de queijo meia cura no meio, feche a bolinha e as empane da seguinte forma: bata o ovo em um prato, pincele o ovo nas bolinhas e jogue o gergelim em volta. Isso vai dar crocância, Em seguida, é só levar a air fryer ou forno por 30 minutos a 200º.

Bolinho Proteico de coco e amêndoas

Bolinho Proteico de coco e amêndoas

Ingredientes:

  1. 4 claras
  2. 1 xícara de farinha de amêndoas {compro a amêndoa e bato no processador}
  3. 1 xícara de coco desidratado
  4. 100 ml de leite de coco
  5. 2 colheres de sopa de adoçante culinário {stévia ou sucralose}
  6. Uma pitada de canela

– Fermento é opcional

Modo de Preparo:

Misture todos os ingredientes e leve ao forno pré-aquecido a 250º por cerca de 30 minutos.

 

Utilize na terceira fase da dieta ou na segunda fase próximo à atividade física

MUFFIN PROTEICO (WHEY, BANANA E ALFARROBA)

MUFFIN PROTEICO (WHEY, BANANA E ALFARROBA)

INGREDIENTES:

  • 1 scoop de Whey Protein de baunilha
  • 2 colheres (sopa) de iogurte desnatado
  • 1 colher (sopa) de farinha de aveia
  • 1 banana amassada
  • 1 ovo inteiro
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de alfarroba
  • Sucralose a gosto
  • Canela à gosto

MODO DE PREPARO:

Misture todos os ingredientes e coloque em forminhas de muffin.
Asse em forno à 180oC até dourar.

Rende 5 porções.

utilizar na fase de performance ou na terceira fase de nossa dieta.

FRICASSÊ LIGHT ESPECIAL

FRICASSÊ LIGHT ESPECIAL

Ingredientes:

  • 200 g de frango cozido e desfiado.
  • 1 ramo de salsinha preferencialmente orgânica;
  • Floretes de brócolis (orgânico)
  • 2 dentes de alho picados;
  • Nozes picadas;
  • Pimenta do reino preta
  • Sal light;
  • Orégano seco ou fresco;
  • Tomilho seco ou fresco;
  • Cebola
  • Azeite de oliva extra virgem

Para o molho:

  • 200 g de couve flor cozida, (orgânica)
  • 6 colheres de cottage sem lactose
  • 5 fatias de queijo de búfala ou 8 bolinhas cortadas
  • 100 ml de agua mineral
  • Noz moscada
  • Pimenta do reino preta

Modo de preparo:

  • Cozinhar a couve flor no vapor. Em seguida bater os ingredientes do molho branco.   Reservar
  • Enquanto isto, refogar o frango com a cebola, o alho e os temperos
  • Após, colocar o frango em um refratário e cobrir com molho branco reservado. Acrescentar o azeite de oliva extra virgem e as nozes picadas por cima do preparo.
  • Levar ao forno preaquecido até gratinar
  • Servir com folhas.

Fantástico para a segunda ou terceira fase de nossa dieta.