De que maneira o isolamento social pode afetar os transtornos alimentares?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza transtornos alimentares como uma perturbação persistente na alimentação que pode ser gerada por razões genéticas, psicológicas ou sociais, podendo sofrer agravamentos em períodos como o isolamento social em que vivemos atualmente. Em nosso país, segundo a OMS quase 5% da população sofre com algum tipo de transtorno alimentar, com maior incidência entre mulheres de 14 a 18 anos.

Não se pode afirmar exatamente qual será o impacto deste período nos pacientes com esta condição, porém especialistas da Nutrologia — como o Dr. Marcos Santinello — Psiquiatria, Psicologia e Medicina em geral supõem que alguns fatores — como a preocupação com o ganho de peso, um maior tempo em redes sociais, a falta de exercício físico, problemas com a regulação emocional e entre outros — podem desencadear ou até mesmo piorar transtornos alimentares.

Em momentos de insegurança como este, quem costuma se alimentar de maneira inflexível e rígida pode simplesmente regredir em seus hábitos alimentares, e quem costuma ser compulsivo pode ter esse quadro agravado.

A má nutrição em tempos de isolamento social já é uma preocupação, e ela deve ser maior ainda quando se trata de pacientes com transtornos alimentares. É necessário realizar um tratamento e acompanhamento multiprofissional, que conta com um psiquiatra, psicólogo, nutricionista e nutrólogo, a fim de aplicar uma psicoeducação, psicoterapia, educação e experimentação alimentar — com base em conceitos de alimentação saudável,  tipos, funções e fontes dos nutrientes, recomendações nutricionais, etc. — e talvez até o uso de medicação.

Por: Clínica Santinello

HIGIENE DOS ALIMENTOS CONTRA A CONTAMINAÇÃO: DICAS E PRÁTICAS A SEREM ADOTADAS

Mesmo que os alimentos sejam meios pouco prováveis da transmissão de doenças como a Covid-19, por exemplo, (segundo a OMS e a Anvisa), algumas medidas preventivas são consideradas importantes pelas autoridades da saúde.

Além de utilizar máscara e luvas em ambientes de compra, como hortifrutis e mercados, respeite também o distanciamento social. Ao chegar em casa, a recomendação é que retire os sapatos, lave bem as mãos com água e sabão, assim como o rosto e os antebraços.

Descarte as sacolas e embalagens que foram utilizadas no transporte das compras, ou higienize-as com álcool (70%). Não se esqueça de lavar bem os produtos antes de guardá-los, tanto os enlatados quanto às garrafas pets ou embalagens plásticas. A dica neste caso é, lave com água e sabão as embalagens laváveis e borrife álcool nas que não podem ser lavadas.

Para os alimentos naturais, é bom lembrar que a higienização feita de maneira correta previne as contaminações por diversos microorganismos. Siga as instruções abaixo:

  1. Selecione, retirando as raízes e partes deterioradas;
  2. Lave vegetais folhosos em água corrente, folha a folha e lave vegetais e frutas, um a um;
  3. Use uma mistura de água clorada (1 colher de sopa de água sanitária para alimentos (sem alvejante) para 1 litro de água) e deixe os alimentos de molho;
  4. enxaguar em água corrente vegetais folhosos folha a folha, e frutas e legumes um a um;
  5. Mantenha-os sob refrigeração até a hora de servir.

Por: Clínica Santinello

COMO ESTÁ SUA ENERGIA?

Durante períodos tão difíceis como os que estamos passando, você percebe que:

  • Não está trabalhando 10 horas por dia;
  • Não está pegando 2 horas de trânsito;
  • Está dormindo o quanto quer;
  • Não teve que ficar horas em um aeroporto;
  • Não teve reuniões intermináveis de trabalho;
  • Seu chefe, ou seus subordinados nem estão te assediando; 
  • Está podendo ficar com sua família por muito tempo.

Apesar de nada do que você sempre reclamou e colocou como a causa de suas mazelas:

  • Sua gordura;
  • Sua indisposição;
  • Sua ansiedade / depressão;
  • Sua hipertensão;
  • Seu pré diabetes;
  • Seu cansaço;
  • Suas dores.

Pois é. Não importa a fonte do estresse, seja seu cotidiano anterior ou seu atual, você produzirá substâncias (radicais livres) que oxidam, estragam suas células.  

Esta situação de estresse “psicológico” acelera esta agressão.  Não é imaginação é química.

Alimentos que protegem sua microbiota (bichinhos do seu intestino) ajudam você a produzir os seus neurotransmissores.  Exercícios físicos, meditação, alimentação correta só cabe a você.  Isto pode proteger sua imunidade. 

Medicamentos, suplementos, probióticos, prebióticos e outros deixe para seus médicos.  Não se automedique pode ser fatal. 

Nós médicos estamos em atendimento normal por teleconsulta (muito mais barato) e dependendo do caso até presencial.  Lembra daquele momento na sua vida que você estava sentindo-se muito bem?  Então, esta é a hora de voltar a ter toda aquela saúde, isto pode salvar sua vida.

Por: Clínica Santinello

Coronavírus e diabetes: uma nova preocupação

Estudos recentes e as estatísticas confirmam, pessoas com a doença que altera drasticamente a quantidade de glicose no sangue são mais suscetíveis aos danos do novo coronavírus. Ou seja, o Diabetes Mellitus descompensado, mal controlado, com manutenção de picos de “açúcar do sangue” (Glicemia) tem piora do quadro, quando comparados com os infectados sem comorbidades e mesmo com os diabéticos com controle adequado da doença.

Aqui no Brasil, existem cerca de 32 milhões de pessoas com pré ou diabetes, a quarta doença no ranking das que causam mais mortes no nosso país, e diante da ameaça Covid-19 que vivemos, cabe destacar que o diabetes fora do controle aumenta os riscos oferecidos por esta e outras infecções.

Vale lembrar que, não só para pacientes com diabetes, mas para pessoas que já tenham algum grau de comprometimento da saúde, como idosos, pessoas acamadas, portadoras de doenças crônicas, obesos ou com sobrepeso, por exemplo, a evolução do quadro da contaminação pelo Covid-19 possui um risco maior de agravamento e morte.

Por: Clínica Santinello

Sobre a volta as nossas rotinas

Por: Dr. Marcos Santinello

Bom dia meus queridos pacientes.

Dentre as mudanças na nossa rotina, parece que algumas se perpetuarão e outras não tem ainda prazo para voltar a uma nova realidade.

Já fizemos de tudo, arrumamos a casa, vimos séries, cozinhamos, treinamos e enquanto alguns conseguiram perder peso, manter performance a maioria perdeu o controle.

Aumentar peso, principalmente na barriga, deixa o organismo em um estado inflamatório o que em uma infecção pelo Covid-19 aumenta a probabilidade de agravamento do quadro. Perceba que os obesos ou com sobrepeso são os que têm quadro mais grave e mortes em menores de 60 anos de idade.

Para os que estão com medo de consulta presencial, nos estamos realizando consultas também por telemedicina, com custos menores, tempo controlado, para maximizar o atendimento. Está sendo uma surpreendente e feliz modificação.

Lembre-se que manter o peso, ter uma boa dieta, boa atividade física e uma suplementação objetiva podem trazer sua imunidade para o seu melhor, assim como controlar seu emocional e sua disposição.  

Nossa vida vai voltar e você provavelmente terá o maior desafio de sua vida. Você está preparado?

Email: dr marcos@onutrologo.com.br
Instagram: @drsantinelloonutrologo.com.br
Tel: +55 (11) 94071-5900

Como manter uma imunidade alta e uma boa alimentação em tempos de quarentena

Com todas as mudanças na rotina que o novo coronavírus proporcionou a todos, a alimentação também acabou sendo atingida de maneira drástica e a Clínica Santinello, que se preocupa com o bem estar de todos os seus clientes, oferece valiosas dicas no decorrer desta matéria, como por exemplo: redobrar os cuidados com a higiene e com a escolha dos alimentos que você irá ingerir.

Segundo nutrólogos e especialistas, a alimentação é um dos pilares da manutenção de uma boa imunidade, assim como boas noites de sono. Não é que existam alimentos milagrosos que sejam capazes de curar ou prevenir epidemias, mas alguns recursos que são fornecidos por uma boa alimentação colaboram para deixar o organismo mais forte.

A ingestão de alimentos ricos em vitaminas C e minerais, se possível orgânicos, que possuem carboidratos mais complexos, baixo índice glicêmico, que atingem um bom teor nutricional é essencial, pois uma dieta rica nutrientes tem a capacidade de melhorar a imunidade do organismo, aumentando a produção das células de defesa como os glóbulos brancos e os anticorpos.

No entanto, tão importante quanto a qualidade, a higienização dos mesmos, de maneira correta, é de suma importância, desde o exterior de suas embalagens, até as cascas de frutas e legumes, por exemplo.

A Clínica Santinello recomenda também que você tenha cuidado com as informações que recebe. As notícias sobre receitas capazes de eliminar o vírus ou blindar o seu corpo de maneira a prevenir da COVID-19 que vêm sendo disseminadas possuem caráter falso, em sua maioria. Por isso, se informe com um profissional de confiança, como o Dr. Marcos Santinello, que pode te orientar em caso de dúvidas.

Por: Clínica Santinello

SARCOPENIA: UM ALERTA PARA O INEVITÁVEL

De acordo com Drauzio Varella, a Sarcopenia é um processo natural e progressivo da perda da massa muscular característico do envelhecimento. Ele afirma que a força muscular atinge o vigor máximo antes dos 30 anos e que daí em diante, só declina.

Com a expectativa de vida se elevando, — No ano 2000, cerca de 71 milhões de mulheres e homens ultrapassaram os 80 anos, número que, em 2030, atingirá 202 milhões, de acordo com os dados da ONU — por conta das evoluções da medicina, uma nova demanda surge aos cientistas e especialistas: entender como combater estes problemas, aparentemente inevitáveis, que surgem conforme envelhecemos, as demências, deficiências cognitivas, perdas da massa e da funções musculares.

Antes tratado como um enfraquecimento natural, — assim como a osteoporose fora tratada um dia, — que dificulta a realização de diversas atividades corriqueiras, a sarcopenia não era considerada uma patologia, e foi assim, até ser constatado que ela advém de fatores como a vida sedentária, a queda dos níveis de testosterona, estrogênio e hormônio do crescimento, a infiltração de gordura entre as fibras musculares, a perda dos neurônios que conduzem o estímulo aos músculos, a resistência à insulina, a deficiência de vitamina D e a ingestão deficitária de proteína.

Hoje, estratégias de prevenção estão sendo estudadas e as que vêm surtindo mais efeito são as que têm relação com o estilo de vida como os exercícios físicos de resistência. Existe também, uma provável ligação entre a sarcopenia e o rejuvenescimento, já que durante os exercícios as contrações das fibras musculares liberam proteínas que interferem na fisiologia de diversos órgãos, incluindo o cérebro.

A nutrologia, área de estudo do Doutor Marcos Santinello, é uma ciência muito importante nesse caso, para estudar a maneira que os nutrientes, como a proteína, pode melhorar na prevenção dessa patologia, que a grande maioria de nós estamos condicionados.

Por: Clínica Santinello

VOCÊ SABE O QUE É NUTROLOGIA?


Você sabia que a nutrologia é diferente da nutrição? A Clínica Santinello te explica!

A diferença principal reside na formação de cada profissional. A nutrição é um segmento da área da saúde, no qual gradua-se em Nutrição. Já o nutrólogo é um médico especialista em uma área da Medicina, pois além da graduação médica, o estudante precisa concluir a residência em nutrologia como é o caso do Doutor Marcos Santinello, sócio proprietário da Clínica Santinello.

O nutricionista irá elaborar dietas e promover a reeducação alimentar, enquanto o nutrólogo é responsável por prevenir e tratar doenças provocadas por uma alimentação inadequada. Um nutrólogo não elabora dietas, a não ser com uma finalidade muito específica como, por exemplo, descobrir a origem de uma alergia.

O papel do médico nutrólogo é, em suma, diagnosticar patologias e poder prescrever os medicamentos adequados para tratá-las, além de atuar na prevenção de possíveis doenças. Para melhorar sua qualidade de vida e cuidar do organismo por completo entre em contato conosco e agende sua consulta com um nutrólogo.

Por: Clínica Santinello

Atividade Física para Envelhecer com Saúde

Atividade Física para Envelhecer com Saúde

“Desejamos muito viver mais, mas não queremos nem pensar em envelhecer”

Quando devemos nos preocupar com os efeitos do envelhecimento?

Quanto mais cedo melhor.  A qualquer momento apos os 30 (eu disse trinta) anos de idade

 

A curto prazo, a prevenção das doenças, a assistência de saúde e o tratamento mais efetivo de certas doenças relacionadas a idade, como cardiopatia e osteoporose, ajudam as pessoas a viver por mais tempo.

As conquistas esperadas nas terapias genéticas poderão tornar mais lento o envelhecimento das células.  Combatendo o dano celular resultante  de:

  1. mutações acumuladas no DNA mitocondrial, produzidas talvez por lesão ou deterioração devida ao estresse oxidativo e/ou
  2. alterações genéticas que retardam a síntese de telomerase, a enzima que protege os telômeros nas extremidades dos cromossomos, para que as células possam continuar se dividindo de maneira apropriada.

Alterações comportamentais tomam cada vez mais espaço no enfoque do envelhecimento no mundo leigo, tanto quanto no mundo científico como tornar-se mais ativo fisicamente, deixar de fumar, controlar peso corporal e a pressão arterial dão corpo a Nova Gerontologia.

Os Novos Gerontólogos alegam que a pesquisa sobre o envelhecimento deveria enfocar não apenas o prolongamento da expectativa de vida mas também o aprimoramento da “amplitude de saúde”, o número total de anos em que uma pessoa permanece em excelente saúde.

Os pesquisadores encaram agora que grande da deterioração fisiológica considerada previamente como “envelhecimento normal” como dependendo do estilo de vida e das influências ambientas sujeitas a uma modificação significativa com dieta e exercícios apropriados.

 

A tendência na avaliação da aptidão física durante os últimos 25 anos deixa de enfatizar os testes que realçam o desempenho motor e a aptidão atlética (velocidade, potência, equilíbrio e agilidade).  A avaliação atual enfoca as capacidades funcionais relacionadas à boa saúde global e a prevenção de doenças.

Atividade física relacionada à saúde:

  1. aptidão aeróbica e/ou cardiovascular
  2. composição corporal
  3. endurance dos músculos abdominais
  4. flexibilidade da região lombossacra e da musculatura posterior da coxa.

 

As medidas fisiológicas e relacionadas ao desempenho melhoram rapidamente durante a infância e alcançam um máximo entre o final da adolescência e os 30 anos de idade.  A capacidade funcional declina a partir daí variando em qualquer idade dependendo do estilo de vida.

A capacidade aeróbica entre as pessoas fisicamente ativas é, em média, 25% mais alta que aquela das pessoas sedentárias em cada categoria etária, de forma que alguém com 50 anos de idade mantém com freqüência o nível funcional de uma pessoa de 20 anos de idade.

 

Redução da Massa Muscular

A remodelagem das unidades motoras é um processo contínuo normal que envolve o reparo e a reconstrução da placa motora terminal, que se deteriora gradualmente na idade avançada resultando em atrofia muscular por desnervação, uma degeneração irreversível das fibras musculares (particularmente fibras tipo II) e das estruturas da placa terminal.   Isto reduz progressivamente o corte transversal e a massa do músculo (sarcopenia).

Uma redução de 40 a 50% na massa muscular em virtude da atrofia das fibras musculares e da perda real de unidades motoras entre 25 e 80 anos de idade constitui a causa primária de força reduzida, até mesmo entre homens e mulheres sadios e fisicamente ativos.

A sarcopenia e a perda de força observada com o envelhecimento refletem os efeitos combinados da deterioração neuromotora progressiva e da redução crônica na sobrecarga muscular regular.

O treinamento com resistência moderada proporciona uma maneira extremamente segura de aumentar a síntese e a retenção de proteínas e torna mais lenta a perda “normal” e até certo ponto inevitável de massa e força musculares que ocorre com o envelhecimento.

 

Os indivíduos mais velhos possuem uma plasticidade impressionante nas características fisiológicas, estruturais e relacionadas ao desempenho.  O músculo responde ao treinamento vigoroso com um aprimoramento acentuado e rápido até a nona década da vida.

Os mecanismos que explicam a resposta das pessoas de meia-idade e idosas respondem ao treinamento incluem os aprimoramentos no recrutamento das unidades motoras e nos padrões de inervação assim com a hipertrofia muscular.

 

Função Neural

Declínio de quase 40% no número de axônio medulares e um declínio de 10% na velocidade de condução nervosa refletem os efeitos cumulativos do envelhecimento sobre a função do SNC.

Um estilo de vida fisicamente ativo afeta de maneira positiva as funções neuromusculares em qualquer idade

A função endócrina, particularmente da hipófise, pâncreas, supra-renal e tireóide, modifica com a idade.  Cerca de 40% dos indivíduos de 65 a 75 anos de idade e de 50% daqueles com mais de 80 exibem um tolerância à glicose deteriorada que resulta em diabetes tipo 2 por:

  • menor efeito da insulina sobre os tecidos periféricos (resistência a insulina)
  • Produção insuficiente de insulina pelo pâncreas para controlar o açúcar no sangue

 

A maior prevalência, com exceção a predisposição genética, está associada a qualidade da dieta, atividade física inadequada, maior gordura corporal principalmente visceral.

Disfunção tireóidea por menor liberação de TSH e tiroxina piorando metabolismo da glicose e na síntese protéica.

 

Menopausa e Andropausa

Além dos hormônio sexuais específicos notamos também o o declínio longo e progressivo do DHEA após os 30 anos de idade.  Aos 75 anos a quantidade existente é só 20 a 30% do adulto jovem.  Especula-se a possibilidade do DHEA funcionar como marcador biológico de envelhecimento e da suscetibilidade de doenças.

A pesquisa feita com animais sugere que DHEA exógena protege contra o câncer, a aterosclerose, as infecções virais, a obesidade e o diabetes aprimorando a imunidade e prolongando a vida.

 

Hormônio do Crescimento

A amplitude média dos pulsos, a duração e a fração do GH secretado diminuem gradualmente com o passar dos anos – somatopausa.

A terapia de reposição hormonal, a suplementação nutricional e a atividade física regular podem ter sucesso em retardar ou prevenir aspectos da disfunção hormonal relacionada ao envelhecimento.

 

Função Pulmonar

As limitações mecânicas impostas ao sistema pulmonar progridem com a idade e causam deterioração nas medidas da função pulmonar estática e dinâmica.

Homens idosos com treinamento aeróbio aprimora cinética da permuta gasosa aproximando-se dos adultos jovens.

O exercício regular retarda o declínio da função pulmonar associado ao envelhecimento.

 

Função Cardiovascular

Para a maioria dos indivíduos, o exercício aeróbio regular não consegue interromper o declínio na capacidade aeróbica observado com o envelhecimento, mas os homens e as mulheres mais velhos fisicamente ativos mantêm uma capacidade aeróbica mais alta que seus congêneres sedentários.

 

Freqüência Cardíaca

Ocorre um declínio na freqüência cardíaca do exercício máximo.

Fcmáx = 220 – idade (anos)

Fcmáx = 208 – 0,7 x idade (anos)

 

Composição Corporal

Ao 18 anos de idade, homens e mulheres ganham progressivamente gordura corporal até sua quinta ou sexta década. Após os 60 anos, a massa (peso) corporal total diminui apesar do aumento na gordura corporal.  Isso resulta em parte de uma taxa de morte desproporcionalmente maior entre as pessoas obesas no grupo etário mais idoso, o que faz com que sobre um menor número desses indivíduos para serem medidos.

Atletas de endurance continuaram treinando por 20 anos após os 50 anos de idade e apesar de manterem seus pesos inalterados mostraram uma diminuição da massa magra e aumento do percentual de gordura corporal principalmente na circunferência da cintura, mas foi pelo menos 20% menor do que a dos não-atletas.

Aqueles que treinam regularmente com exercício de resistência por muitos anos costumam ter aumento de Massa magra e redução da gordura corporal.

 

Massa Óssea

A osteoporose representa um problema significativo relacionado ao envelhecimento principalmente nas mulheres pós menopausa..  A massa óssea pode sofrer diminuição de 30 a 50% nas pessoas com mais de 60 anos de idade.

O exercício regular com sustentação do peso corporal e o exercício de resistência não retardam apenas a perda óssea, mas, com freqüência aumentam a massa óssea em homens e mulheres idosos.

 

Treinabilidade e Idade

O treinamento com exercício aprimora as respostas fisiológicas em qualquer idade.  Vários fatores afetam a magnitude da modificação, incluindo estado inicial de aptidão, genética e o tipo específico de treinamento.

Exercício, Saúde e Longevidade

A participação atlética na condição de adulto jovem NÃO garante uma boa saúde e a longevidade nas fases subseqüentes da vida.  Entretanto, a manutenção de níveis mais altos de atividade física e de aptidão durante a vida inteira proporcionam benefícios significativos em termos de saúde e longevidade.

A aptidão física é um fator de risco mais poderoso que a pressão arterial alta, o colesterol alto, a obesidade e a história familiar.

Um trabalho com alunos de Harvard por décadas mostrou que a expectativa de vida aumentava sistematicamente desde um dispêndio de 500 kcal a 3500kcal equivalendo a 6 a 8 horas de exercícios extenuantes por semana.  Posteriormente avaliaram que quem se exercitava com uma intensidade ainda maior tinha uma maior longevidade.

 

TREINAMENTO NEURO-MUSCULAR NO IDOSO

A atividade física no idoso deve ser prescrita por profissional habilitado, após serem feitas todas as avaliações clínicas e laboratoriais.

  • Avaliar Histórico e limitações
  • Realizar exames clínicos
  • Realizar exames laboratoriais
  • Verificar aptidões e desejos
  • Realizar avaliação física:
    • Avaliar consumo de oxigênio
    • Força muscular
    • Elasticidade

Atividade aeróbica:

A atividade física deve ter um período de adaptação de pelo menos 2 a 3 semanas, sempre acompanhada por um profissional, levando-se sempre em conta as limitações do paciente e sempre com um monitor de freqüência cardíaca (“frequencímetro”)

  • Adaptação: 2 a 3 vezes por semana, durante 20 minutos, 2 a 3 semana com 60 a 70% da FCmáx
  • 1 mês: 3 vezes por semana, 30 minutos, com 60 a 70% Fcmáx
  • 2º mês: 3 a 4 vezes por semana 30 a 40 min com 60 a 70 % Fcmáx
  • 3º mês: 3 a 4 vezes por semana 40 min, com 10 min a 60 – 70%, após 1 min com 80% e 3 min a 60%,alternando por 20 min acabar a atividade com 10 min a 60 – 70% FCmáx

Realizar novo ergoespirométrico.

 

Exercício Anaeróbico com Resistência (musculação)

A adesão a programa de exercício com peso diminui com a idade e tem pior aceitabilidade na mulher.

O exercício anaeróbico de força no idoso deve ser dividido em:

Quantidade, Duração e Intensidade

Deve-se fazer avaliação de carga máxima (1-RM) de 6 em 6 semanas.

Adaptação (2 semanas):

  • 1 a 3 séries de 8 a 15 repetições
  • 5 tipos de exercícios
  • 50% de 1-RM

Treinamento:

  • aquecimento:
    • bicicleta ergométrica por 10 a 15 min
    • Alongamento estático
  • Treino:
    • 3 séries
    • 8 a 12 repetições
    • 5 exercícios (60 a 80% de 1RM)
    • interséries com 60 a 120 segundos de descanso

Técnica respiratória – não realizar manobra de Valsalva

Iniciar por:

  • grandes grupos musculares
  • multiarticular depois poucas articulações

Menor intensidade inicial – progressão lenta

Melhor utilizar equipamentos que peso livre.Considerações específicas:

  • aprendizagem
  • técnicas respiratórias
  • treinar em duplas
  • amplitude articular
  • postura corporal
  • auto-monitoramento

NUTRIÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO

NUTRIÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO

Uma dieta ótima requer nutrientes em quantidades suficientes para a manutenção, o reparo e o crescimento dos tecidos sem uma ingesta energética excessiva.

Proteína:

Para indivíduos comuns 0,8 g/kg de massa corporal

Para atletas de 1,2 a 1,8g/kg de massa corporal

Lipídeos:

Não ultrapassar 30% do conteúdo energético da dieta sendo 70% de gorduras insaturadas

Carboidratos:

Devem corresponder a 55 na 60% do valor calórico da dieta.

 

A Importância do Carboidrato:

As reservas de glicogênio são limitadas tornando necessária a alta ingesta de carboidratos pelos indivíduos fisicamente ativos.

Devem predominar amidos de cereais não processados ricos em fibras, frutas e vegetais.

Indivíduos que vão se submeter a treinos árduos devem consumir 10g de carboidratos por kg de massa corporal diariamente para induzir a preservação de proteínas e manter reservas de glicogênio.

Apesar do glicogênio hepático ser reabastecido com um ritmo mais rápido, terão que transcorrer pelo menos 20 horas para a restauração plena do glicogênio muscular após uma sessão de exercícios exaustivos.

 

REFEIÇÃO PRÉ-COMPETIÇÃO

A refeição pré-competição proporciona uma quantidade adequada de energia proveniente dos carboidratos e garante uma hidratação ótima.

Levar em consideração:

  • preferência alimentar do atleta
  • ambiente psicológico da competição
  • digestibilidade dos alimentos.

O estresse e a tensão aumentados que acompanham a competição reduzem muito o fluxo sanguíneo para o trato digestivo, acarretando uma absorção intestinal mais lenta.

Um período de 3 horas antes, com uma refeição rica em carboidratos, é suficiente para que ocorra a digestão e absorção.

Desejo do atleta X necessidades do atleta

A refeição pré competição ideal maximiza o armazenamento muscular e hepático de glicogênio e proporciona a glicose para a absorção intestinal durante o exercício.

A refeição deve conter:

  • 150 a 300 g de CHO (3 a 5 g por kg de massa corporal na forma sólida ou líquida
  • ser consumida 3 horas antes do exercício

 

Os benefícios de uma alimentação pré-competição apropriada serão observados somente se o atleta adota uma dieta nutricionalmente saudável durante todo o período de treinamento.   As refeições pré exercício não conseguem corrigir as deficiências nutricionais existentes, nem uma ingestão inadequada de nutrientes durante semanas que precedem a competição.

Os atletas de endurance podem aumentar o armazenamento de glicogênio antes da competição juntamente com modificações específicas no exercício / dieta utilizando técnicas de “sobrecarga de carboidratos”.

A suplementação com carboidratos melhora o desempenho de exercícios que tem séries supermáximas e repetitivas de 1 a 5 minutos  entremeadas com curtos intervalos de repouso como o futebol, hóquei, Handebol e o tênis. Que reduzem drasticamente as reservas hepáticas e musculares de glicogênio.

 

DURANTE O EXERCÍCIO

O consumo e 60 g de CHO na forma líquida ou sólida a cada hora durante o exercício beneficia o exercício aeróbio de alta intensidade e longa duração (maior que 1 hora) e as séries curtas e repetitivas de esforço submáximo.

Os CHO suplementares durante o exercício intermitente e prolongado até o surgimento da fadiga facilitam também o desempenho nas manobras que exigem habilidade, tais como uma melhor qualidade das batidas durante os estágios finais de uma longa partida de tênis.

As refeições com CHO durante o exercício aeróbio prolongado de alta intensidade servem  para conservar o conteúdo muscular de glicogênio para utilização a medida que o exercício prossegue e que os níveis  musculares de glicogênio são depletados, ou desempenham essas duas finalidades.

O resultado final é:

  • melhor endurance para um alto ritmo estável ou durante o exercício intermitente e intenso
  • maior capacidade nas provas de velocidade no final do esforço físico prolongado. Em uma corrida de maratona, um esforço sustentado com alta produção de energia e uma aceleração final até o encerramento da competição costumam determinar quem será o vencedor.

 

NA RECUPERAÇÃO

Nem todos os CHO são digeridos e absorvidos com a mesma velocidade.  Os pesquisadores elaboraram um índice com base na fisiologia para determinar indiretamente as velocidades de absorção dos carboidratos.

O Índice Glicêmico proporciona uma medida relativa do aumento na concentração sanguínea de glicose nas duas horas após a ingestão de um alimento contendo 50g de carboidratos, em comparação com um “padrão” para carboidrato (habitualmente a glicose ou o pão branco) ao qual é atribuído o valor 100.

Curiosamente a taxação do índice glicêmico de um alimento não depende apenas de seus grupamentos com CHO simples ou CHO complexos (amido e fibras), pois o amido vegetal no arroz branco e nas batatas possuem índice mais alto que os açúcares simples nas maças e nos pêssegos.

O conteúdo de fibras de um alimento torna a digestão mais lenta, muitos vegetais possuem um índice glicêmico baixo, como ervilhas, feijões e outros legumes.

Um alimento com índice glicêmico moderado a alto oferece mais benefícios que um outro classificado como baixo para o reabastecimento rápido dos CHO após um exercício prolongado.

Os lipídeos e as proteínas da dieta tornam mais lenta a passagem do alimento através do intestino.  Isso reduz o índice glicêmico do conteúdo em CHO de determinada refeição.  Assim sendo, convém limitar esses alimentos para aprimorar o reabastecimento de CHO durante o período de recuperação.

O consumo de alimento ricos em carboidratos e com um alto índice glicêmico logo que possível após num treinamento árduo ou uma competição acelera o reabastecimento do glicogênio.

 

Índice Glicêmico e as Refeições Pré exercício

A refeição ideal imediatamente antes de exercitar-se deveria proporcionar uma fonte de carboidratos capaz de preservar glicose sanguínea e o metabolismo muscular ao mesmo tempo em que minimiza qualquer aumento na liberação de insulina.

Teoricamente, a manutenção de um nível plasmático relativamente normal de insulina deveria preservar a disponibilidade de glicose sanguínea, aprimorar a mobilização e o catabolismo das gorduras e, ao mesmo tempo, poupar as reservas hepáticas e musculares de glicogênio.